julho 8, 2025
đź’” O Filho InvisĂvel da MĂŁe NarcĂsica: Os impactos na vida de um indivĂduo que foi criado como uma extensĂŁo do outro.
Imagine um indivĂduo que nĂŁo consegue ter e/ou sustentar seus prĂłprios desejos. Tem dificuldade em dizer nĂŁo, e vive para a satisfação do outro. Teme o conflito e permanentemente nĂŁo se enxerga como indivĂduo livre, capaz e com desejos, sem culpa. E esse Ă© o caso da criança criada por uma mĂŁe narcĂsica.
Essa mĂŁe nĂŁo era necessariamente má (e Ă© importante pensarmos tambĂ©m que aqui Ă© a figura de mĂŁe e há tambĂ©m enormes impactos negativos no comportamento da figura do pai, mas hoje, vamos nos ater a figura primária de laço de amor de um indivĂduo e inegavelmente, a mĂŁe Ă© sempre o elo mais intimo de uma criança e por esse motivo, mais impactante, para o bem ou para o mal, do psiquismo desse indivĂduo), ausente ou negligente. Pelo contrário: ela estava ali. Sempre. Mas nĂŁo via o filho como sujeito, e sim como extensĂŁo do prĂłprio ego.
💬 “Você vai ser o que eu não fui.”
💬 “Não me decepcione.”
💬 “Não me envergonhe.”
💬 “Seja forte, bonito, educado, talentoso, exemplar…”
Ao invés de ser amada por quem é, a criança aprende a ser amada pelo que representa. Ela cresce se moldando ao olhar do outro. Aprende cedo a performar, agradar, silenciar o próprio desejo — tudo para manter um amor que nunca foi incondicional.
E isso tem um preço.
🔹 Adultos que vivem tentando merecer estar onde estão.
🔹 Pessoas que sentem culpa só por desejarem algo diferente.
🔹 Profissionais que brilham — mas, por dentro, se sentem impostores.
🔹 Relacionamentos afetivos marcados por autocensura, insegurança e servidão afetiva.
A ferida nĂŁo Ă© visĂvel no currĂculo. Mas aparece na dificuldade de dizer “nĂŁo”. Na necessidade de provar o tempo todo que vale a pena existir. Na voz que, lá dentro, ainda pergunta:
“Será que, se eu falhar, ainda vão me amar?”
Esse texto não é um diagnóstico. É um convite. A refletir sobre o quanto da nossa jornada foi feita com sapatos que nem eram nossos. E o quanto ainda dá tempo de tirar os figurinos e vestir-se de quem se é.
Porque todo sujeito tem o direito de ser visto. Mesmo que, um dia, tenham dito que ele sĂł servia para brilhar por alguĂ©m. Eu gravei um vĂdeo falando sobre os impactos na vida de um indivĂduo que nĂŁo sabe desejar por si sĂł, mas vive o desejo do outro e convido vocĂŞ a assistir. É breve, mas poderoso: William Lafontinne (@lafontinne) | TikTok
💠E você? Já sentiu que precisava ser alguém que não era, só para merecer amor?
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